Entre o pôr-do-sol de ontem, 8 de Outubro e o de hoje, é, na religião Judaica, o Dia do Perdão, o Yom Kippur. Trata-se daquele que é considerado pelos Judeus como o mais santo e solene dia do ano. Nele, é dado especial ênfase ao perdão e à reconciliação – coisas tão gratas ao pensamento judaico. No Yom Kippur existem cinco proibições: A primeira é a de Comer (come-se um pouco antes do pôr-do-sol ainda na véspera do dia até o nascer das estrelas do dia de Yom Kipur); A segunda é o uso de calçado de couro; A terceira é a do relacionamento conjugal; A quarta é passar cremes, desodorizante, etc. no corpo; E a quinta é tomar banho por prazer.
A essência destas proibições é causar aflição ao corpo, dando, então, prioridade à alma. Pela perspectiva judaica, o ser humano é constituído pelo yetzer hatóv (o desejo de fazer as coisas corretamente, que é identificado com a alma) e o yetzer hará (o desejo de seguir os próprios instintos, que corresponde ao corpo). Nosso desafio na vida é “sincronizar” nosso corpo com o yetzer hatóv. Uma analogia é feita no Talmud entre um cavalo (o corpo) e um cavaleiro (a alma). É sempre melhor o cavaleiro estar em cima do cavalo!Os serviços religiosos de Yom Kippur começam com uma oração, conhecida como Kol Nidrei, que tem de ser recitada antes do pôr-do-sol. Kol Nidrei, que em Aramaico significa “todos os votos”, é a anulação pública de votos ou juramentos religiosos feitos por judeus durante o ano anterior. Apenas diz respeito a votos não cumpridos, feitos entre a pessoa e Deus, e não cancela ou anula os votos feitos entre pessoas.
O Yom Kippur termina com o toque do shofar, que marca a conclusão do jejum. É sempre observado como uma festividade de um dia apenas, tanto em Israel como nas comunidades da Diáspora judaica.(Textos adaptados da Wikipédia)
Jews Praying in the Synagogue on Yom Kippur. Vienna, 1878.
por Maurycy Gottlieb
(1856-1879)
Pintor polaco, judeu
יום כיפור
Yom Kippur